Ilha do medo (Shutter Island, 2010)

Título Original: Shutter Island
Gênero: Suspense
Duração: 148 min
Ano de Lançamento: 2010
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Laeta Kalogridis,
baseado em livro de Dennis Lehane
Produção: Brad Fischer, Mike Medavoy,
Arnold Messer e Martin Scorsese
Fotografia: Robert Richardson
Direção de arte: Max Biscoe,
Robert Guerra e Christian Ann Wilson
Figurino: Sandy Powell
Edição: Thelma Schoonmaker
Efeitos Especiais: New Deal Studios
CafeFX / Gentle Giant Studios / Mark Rapaport Creature Effects

César
Só pra complementar a análise dos meus colegas cinéfilos; o que você vai sentir assistindo Ilha do medo? Vai se sentir insano, confuso, paranóico, fora de foco e insano de novo. A atmosfera embaralhada de Ilha do medo mostra diferentes graus de loucura. Você pensa que é uma coisa, pode ser, pode não ser. O final é meio óbvio (nem tanto), mas não obstrui a obra prima criada por Scorsese. Filmes com hospícios sempre me dão calafrios, e não foi diferente com esse.
Parte técnica: Fotografia, trilha sonora... tudo perfeito, com um toque de Hitchcock. Afinal, é um filme de Martin Scorsese. Não podiamos esperar menos, né?
2 horas de pura loucura. Quando terminar você vai falar: "Caralho, me sinto 20% mais psicologicamente abalado do que antes."

Daniel Corrêa
Creio que fui o único do mundo que não gostou. Esperava mais. Mas achei que tem pontos positivos, como as atuações. Mas falarei pouco. Ando sem tempo e prefiro ficar quieto quando sou o unico que não gostou.

Alex
Um dos melhores, senão o melhor suspense que já vi. Acho que nunca havia assistido um suspense psicológico antes, realmente indescritível, sensacional.
Shutter Island é baseado no livro "Paciente 67" de Dennis Lehane, uma história simplesmente fantástica que te prende desde a primeira cena, e contrariando uma grande maioria de críticas que já li sobre o filme, não achei o final surpreendente. Logo no começo, assim como no resto do filme, diversas cenas sugerem qual o segredo por trás de tudo, e quando chega no fim, era aquilo mesmo.
Pelo magnífico suspense, pelo cenário da Ilha e trilha sonora, tudo combinou perfeitamente, criando um clima de suspense emocionante, achei que merecia um final melhor, apesar de manter a qualidade da história, no fim o suspense acaba (literalmente), não há uma revelação, apenas se confirma o que já era esperado. Nesse ponto, o filme falhou ao deixar tão facilmente que o mistério fosse descoberto ainda nos poucos minutos iniciais, apesar da dúvida lhe manter preso para descobrir a verdade, o final decepcionou ao mostrar o óbvio.
Ou seja, é um filme ótimo, mas poderia ser melhor; roteiro, cenário e trilha perfeitos, atuação e direção boas. Acertou no suspense, mas errou no desenrolar da história, no geral é um filme que entra na lista dos "deve assistir".

Denise
Fiquei com um pouco de receio ao assistir Ilha do medo (Shutter Island, 2010), afinal, Martin Scorsese saiu totalmente da sua área de conforto para se aventurar numa produção que é no mínimo perturbadora. Stanley Kubrick nos deixou O iluminado (The Shining, 1980) e agora Scorsese - seguindo o mesmo caminho - dirigiu um filme completamente claustrofóbico e insano.
Mesmo para um longa de 2 horas e 28 minutos, Ilha do medo demora muito para começar. De imediato temos a impressão de que será mais um filme de investigação com um toque de suspense, mas a sutileza das jogadas que Scorsese criou no decorrer do longa, foi o suficiente para desencadear uma trama sem compromissos com a sanidade.
Alguns minutos antes do final, você ainda vai se perguntar, quem é na verdade Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio)? Ilha do medo é um suspense incrível, e isso não poderia ter sido diferente - porque de gênio para gênio - Martin Scorsese foi muito bem guiado pelas influências de Alfred Hitchcock!


2 comentários:

mandy* disse...

caaara! incrivel o blog de vcs!
eu nem gosto tanto de filmes de suspense e de terror me interessei!

muito util...parabéns ;D

O Nagual disse...

Alecão, só tenho uma coisa para te falar: se o roteiro é perfeito, como pode haver erro no desenrolar da história?
Pense nisso antes de concluir suas "críticas".