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Geometria (1987)


Curta do incrivel Guillermo del Toro (Labirinto do fauno). O enredo gira em torno de um menino que,
cansado de reprovar em geometria, invoca um demonio para ajuda-lo.

Desculpem pela qualidade do video.

Contatos de 4º Grau (2009)


Olatunde Osunsanmi. Esta é apenas a segunda vez que ouvimos falar este nome, estreante no roteiro, mas na direção de um filme pela segunda vez, tendo dirigido A Caverna do Medo (não assisti), Olatunde estréia como roteirista de forma promissora.

O titulo refere-se aos vários tipos de contatos, sendo:

Contato de 1º Grau
- Visão
Contato de 2º Grau - Evidência
Contato de 3º Grau – Encontro
Contato de 4º Grau - Abdução

Vou começar dizendo que nunca me interessei por extraterrestres ou disco voadores, mas esta produção conseguiu me prender a atenção do jeito que pouquíssimos filmes conseguiram.
Mas há algo que você precisa saber antes de alugá-lo: Se você der algum pulo de susto no sofá, é porque não costuma alugar filmes de terror ou que é mais suscetível a sustos fáceis, já que o filme em questão não tem nenhuma cena que nos faz esconder o rosto na coberta ou algo parecido.
Mas Olatunde sabe como usar uma câmera, proporcionando cenas muito criativas, principalmente nas cenas em que a Dra. Abbey (Milla Jovovich) usa a hipnose em seus pacientes e as montagens das cenas do filme e as “cenas reais”.
Um fato que pode decepcionar a você, durante toda projeção não vemos um misero alien, já que este filme só insinua mesmo, como quando a gravação começa a sofrer interferências e vemos o personagem que esta dentro do carro, em frente a casa da psicóloga gritando: Há algo em cima da casa!

A fotografia também é muito boa!

As atuações estão na média; Milla convence em algumas cenas, mas acaba entregando um trabalho que deixa muito a desejar, a “real” Abbey, para mim, foi a que atuou melhor, ela nos convence ao passar a imagem de uma mulher que perdeu sua filha e nunca a recuperou, além de uma pessoa atormentada.
Um detalhe que não posso deixar de fora; a falsa campanha de que o filme era baseado em entrevistas com uma psicóloga do Alaska, farsa que não durou muito, apesar dos esforços da Universal, já que esta reconheceu ter criado artigos na internet para reforçar o argumento: Baseado em fatos reais.

A Hora do Pesadelo (2010)

O novo A Hora do Pesadelo pode não ter sido contaminado pelo vírus 3D mas foi atacado pela praga do remake. Será tão dificil assim fazer um remake realmente bom? enfim...
Desde o começo, mesmo antes de ver o filme qualquer fan sabe que Freddy Krueger é o Robert Englund e ponto final; não é que Jackie Earle seja ruim, em Watchmen no papel de Rorschach ele tava ótimo, mas como Freddy não convenceu, e mesmo com essa desculpinha de "vamos deixar o Freddy mais dark", a maquiagem também não ficou legal, esse novo Freddy ficou foi bem fraquinho.

E quanto as pragas do remake, a que atacou o filme foi a praga da história: todo remake parece ser impossivel não mexerem na história, chega a ser ridículo, e ainda mais numa franquia, é praticamente um suicídio! O filme ia até que normalzinho até chegar na hora de falar sobre o Freddy, simplesmente não gostei de como mostraram ele. Se for comparar com o primeiro, perde feio! Em todos os aspectos.

A cena do original onde a garota é arrastada pela parede é clássico, já nesse novo ela só levita e é jogada de um lado pro outro, completamente sem graça, e por sinal todas as mortes no filme foram sem sal. Uma obs. quanto a Katie Cassidy (a que deveria ser arrastada pela parede) que na minha opinião foi a única que atuou alguma coisa no filme, só erraram no figurino, logo na cena inicial ela aparece idêntica a Ruby (personagem dela em Supernatural), pra quem vê a série fica a impressão que Sam e Dean vão entrar na lanchonete a qualquer momento.
E por falar em atuação, a Nancy (Rooney Mara) também não convence nada, não tem carisma nenhum e pelo o que pesquisei, é muito novata pra um papel grande como esse, não conseguiu aproveitar a chance que teve.

Voltando as cenas, outra ótima sequência do original que virou uma cena tosca no remake, a amiga da Nancy num saco plástico na escola, ela aparece num momento nada a ver e não cria clímax nenhum, não assusta, não faz nada; até os diálogos sinistros do Freddy não tem tanto impacto, enquanto no original a cada palavra nós damos aquele sorriso que diz: "esse é o Freddy!", no remake vemos apenas algumas frases copiadas de outros filmes e nada demais.

No geral o filme não apresenta literalmente nada novo (de interessante) e nem recria o que tem de melhor no original, além de alterar a história do Freddy, atuações fracas, fotografia e direção bem meia boca, efeitos razoáveis mas não achei que ficaram ao "estilo Freddy", com excessão da cena do tapete de sangue (quem ver o filme vai saber qual é) única cena legal também, o resultado é que muitos fans (eu incluido) ficarão bem decepcionados; pelo menos não "massacraram" o filme como outros remakes fizeram com seu original, mas não ficou bom, não vale a pena ver nem ganhando ingresso de graça pro cinema.

Horror em Amityville

Acredito ser meio impossível alguem não conhecer a história de Amityville, mas pra quem não conhece: Ronald DeFeo assassinou de forma brutal sua familia alegando ter ouvido vozes que o obrigaram a fazer, após um ano do ocorrido a família Lutz com seus três filhos compram esta casa e passam por inúmeros acontecimentos estranhos, que em menos de um mês os fizeram fugir desesperados da residência alegando estar sendo assombrada por forças do mal.

História simplesmente ótima, não apenas por ser considerada um fato real, mas tudo o que ocorreu na casa e com os personagens realmente assustam, são situações que te dão medo e angustia por ver que continuam lá mesmo depois de tanta coisa que vai acontecendo, foram 28 dias de tensão e suspense onde a cada dia a força das tais entidades se intensificavam.

Quanto a história, recomendo que leiam o livro de Jay Anson lançado em 77, dois anos após os Lutz relatarem o que havia acontecido, quanto ao roteiro, Horror em Amityville apresenta uma enorme franquia de filmes: A Cidade do Horror (The Amityville Horror, 79), Terror em Amityville (Amityville 2: The Possession, 82), Amityville 3-D (83), Amityville 4: A Maldição (Amityville 4: The Evil Escapes, 89), Amityville 5 (The Amityville Curse, 90), Amityville 6 – Uma Questão de Hora (Amityville 1992: It’s About Time, 92), Amityville 7: Uma Nova Geração (Amityville: A New Generation, 93), Amityville 8: A Casa Maldita (Amityville: Dollhouse, 96), e finalmente Amityville 2000 (2000), um documentário produzido para a televisão, além do lastimável remake de 2005.

Dentre estes já assisti Amityville 6 - Uma Questão de Hora e Amityville 8 - A Casa Maldita, e não são ruins, portanto acho que vale a pena conferir o resto da coleção, porém hoje vou falar do primeiro: Horror em Amityville de 79, lançado dois anos após o livro e baseado fielmente neste.

Começando pelo livro, se você gosta de terror deve ler, ele conta toda a história da família com os detalhes do que ocorreu na casa, diversas situações bizarras que vão te fazer pensar: "Que droga eles ainda tão fazendo lá dentro?"; a minha cena preferida foi a da figura do porco: "Bem atrás da menininha, assustadoramente nítida, via-se a cabeça de um porco! George tinha a certeza de que podia ver dois horríveis olhinhos vermelhos dirigidos para ele!" (trecho do livro Horror em Amityville - Jay Anson).

Atualmente todas adaptações de livro recebem duras críticas e afirmam sempre que "o livro é melhor", este caso não é excessão, porém o nível de fidelidade com a obra original é impressionante, contando todos os fatos dignamente, ótimo roteiro, sofrendo apenas algumas poucas alterações, afinal é uma adaptação, porém acerta em várias cenas, cenas consideradas como um acontecimento fora da história principal aparecem no filme mas elas fundamentam tudo o que está acontecendo, é necessário para o desenvolver do filme.

Horror em Amityville original peca apenas na direção, as cenas foram muito comuns, sem tanto suspense, mas na época esse era o estilo, um foco maior na história do que nas imagens, e mesmo assim é um ótimo terror; já o remake é uma droga, ele simplesmente distorce toda a história só pra mostrar efeitos de fantasmas, acrescentam um drama tosco pra compensar o que tiram da história original, é simplesmente ridiculo.

A cena que eu mais gostei no livro não existe no remake, porque o amigo fantasma da filha do casal é uma garotinha, uma alma do bem que tenta alertá-los do mal que há na casa; no original o tal amigo da criança não é visto, só aparece a cadeira balançando sugerindo que algo estava ali, e em uma bela cena é mostrado os olhos vermelhos de um porco no escuro da janela; depois dessa comparação há mais nada a dizer, o original é uma adaptação quase perfeita da história real do livro, suas sequências talvez não atinjam o nivel do primeiro porém vale conferir, e o remake é um completo lixo que deturpa completamente a história criando um filme fraco e tipico do terror de hollywood.

Horror em Amityville é um terror de verdade que merecia um remake digno, mantendo a história e alterando somente para se adequar nos padrões atuais, com efeitos que agregam valor à história e um suspense que não só assusta, mas realmente dá medo no decorrer da cena. Por enquanto o melhor é mesmo o original de 79, será dificil o cinema do jeito que está fazer algum remake que preste, então vamos curtir os clássicos!

O Bebê de Rosemary

Para sair um pouco dessa chuva de remakes e continuações hollywoodianas, vamos visitar um terror antigo, um clássico: O Bebê de Rosemary, dirigido e adaptado por Roman Polanski, baseado no livro de Ira Levin. Considerado por muitos uma obra prima do terror, é um filme onde acerta em diversos aspectos.

Pra começar é muito interessante observar essa mudança no cinema quanto ao gênero, hoje em dia o terror é focado na quantidade de sangue, em O Bebê de Rosemary é tudo focado na história, literalmente tudo, não há cenas que chocam mostrando uma carnificina explícita ou algo bizarro, ou qualquer coisa que assuste, é simplesmente uma história voltada à realidade, onde situações estranhas acontecem dentro do plano real, sem fantasmas ou sustos falsos, nada sobrenatural.

O roteiro é baseado nisso: um terror psicológico com suspense durante o desenrolar do drama, e ainda com uma temática forte citando demônios e bruxaria, isso somado com a ótima direção favorecendo o suspense, criou-se um filme bem peculiar. Eu mesmo não vi nada de obra prima, só um filme diferente que não chega a ser um terror, apenas trata de uma forma sombria o desejo de uma mulher em ser mãe e os obstáculos que ela encontra; merece sim reconhecimento, além pelos pontos fortes já citados, pela originalidade, ao ver você percebe que diversos filmes se inspiraram neste.

Se você espera um terror com cenas marcantes, algo surpreendente, vai se decepcionar muito, o filme vale principalmente pela história bem desenvolvida e pela direção incrível, de resto é um filme longo onde o melhor é a ultima parte, quando Rosemary desvenda os segredos de seus vizinhos e seu estado mental explode numa paranóia que a leva para o final tendo que confrontar o destino de seu filho com seu desejo de ser mãe.

É um ótimo filme visto pelo lado técnico, e um bom exemplo de como antigamente filmes de terror tinham mais conteúdo, tinham um roteiro, enfim, era um filme de verdade, não apenas um amontoado de efeitos especiais para te assustar e encher a tela de gore.



Próxima sexta tentarei comentar algum terror estrangeiro, até!

Sinônimo de Michael Myers

Estreou hoje Halloween II, continuação do remake de Halloween (1978); Halloween é uma magnífica série de filmes de terror, numa época onde este estilo de filme estava se desenvolvendo, Halloween surge apresentando um ótimo suspense e nos trazendo um serial killer característico dessa área, um serial killer que manteve sua presença dentre seus sucessores, os grandiosos Jason e Freddy ou Leatherface, e que até hoje 32 anos após seu nascimento ainda domina as telas do cinema: Michael Myers.
Com sua música de impacto, provavelmente a música mais marcante dentre todos os filmes de terror, Michael Myers se firmou dentro de um gênero se tornando uma figura poderosa nesse meio.

Como é comum nos remakes de terror hoje em dia, este também se foca bastante em cenas gore, com muito sangue e carnificina, porém não podem se esquecer que uma característica principal de Mike Myers é o suspense, tiram isso dele e vão estar praticamente fazendo um outro Jason. Um grande erro de Halloween II foi retirarem este suspense dele, de não saber onde está, quando vai aparecer, o que vai fazer e como, em diversas cenas ele simplesmente entra já matando (típico do Jason) ou a ponto de matar alguem e lá vai mais foco na carnificina.

Esta continuação se sustena completamente em Myers que domina cada cena em que aparece, mesmo sem seu famoso suspense muito bem trabalhado no original de 78, como já afirmei antes, a presença dele é muito marcante, seu personagem é perfeito, até porque sua imagem já foi construída em seus filmes anteriores; com certeza se este fosse o primeiro filme da série Halloween, mostrando Michael Myers da forma que mostraram, ninguém ia achar grande coisa.

Justamente por conhecermos ele que o primeiro remake: Halloween (2007) foi tão empolgante, revelando a história de Myers, sua infância perturbada, ou seja, uma ótima história com ótimas cenas que não abusaram das mortes e manteve o suspense apropriado. Já Halloween II simplesmente se perde num roteiro sem história, com foco nas mortes, onde ninguem além de Michael Myers traz nada de valor pro filme.

Outros filmes da série também já foram assim, como em Halloween Ressurrection (2002), sem preocupação alguma com a história, apenas motivos para mortes "maneiras" já era o suficiente, enfim, Halloween II não agradou muito, principalmente se comparado ao primeiro que foi ótimo, só vale mesmo pelas cenas onde Myers aparece e mesmo assim, ele está diferente, mais sombrio, não achei que isso ficou muito bom, pelo menos não para o personagem porque para as mortes isso serviu perfeitamente como desculpa para litros de sangue e mutilação.

O melhor de Mike Myers é o suspense dentro do terror, a parte da brutalidade é representada pela sua faca, isso num ambiente de suspense forma um filme de terror na dose certa, que apreende e excita quem assiste, ao mudar essa fórmula Halloween II perdeu muito em qualidade, sugiro que ao invés de ir no cinema, alugue a coletânea de Halloween e conheça o verdadeiro Michael Myers.

O Terror no Japão

Os filmes de terror japonês são muito conhecidos pelo mundo, principalmente seus remakes americanos, que muitas vezes nem sabemos que era um remake. Mas porque de tantos remakes, e será que vale a pena conferir o original nipônico?
O principal motivo deste post foi minha "decepção" com estes filmes que muitos alegam serem bem melhores que qualquer terror americano, mas a grande maioria se mostrou bastante fraco, "chato" seria a melhor definição, causando sonolência e desinteresse pela história, porém existe um motivo para que os filmes de terror japonês sejam bem vistos dentre os filmes do gênero horror.

Vejamos Ju-On por exemplo (O Grito), tanto o original quanto seu remake são repletos de diálogos monótonos, cenas sem nenhum som além da conversa, e não dizem nada sobre algo interessante quanto à história é realmente apenas uma conversa, que geralmente não te leva a pensar nada, ou concluir algo, até parece ser feito por pura enrolação, mas é uma forma de dar ao filme um aspecto mais "real", mostrar coisas do dia-a-dia dos personagens, mesmo que não gere valor algum para o desenvolver da história.
No caso de Ju-On, essa característica dos filmes japoneses favoreceu suas filmagens, tanto na utilização da câmera, quanto no ângulo das cenas e a falta quase completa de efeitos especiais, o resultado foi um filme bastante realista, o que com certeza causa mais medo do que gastar litros de sangue falso em uma morte tosca (típico do cinema dos EUA).

Outra característica destes filmes são a incrível qualidade das histórias, não sei se é por serem na sua maior parte baseadas em crenças e supertições reais da cultura oriental, ou simplesmente porque roteiristas japoneses são "Os Caras", mas é impressionante reparar a riqueza que estes roteiros possuem.
O melhor do filme japonês de terror é sem dúvida a sua história, o drama passado com os personagens, prova disso é Ringu (O Chamado), o mais aclamado e conhecido, já tendo gerado uma minissérie e histórias em quadrinhos; dentre os filmes de terror japonês, este é um (dos poucos) realmente bons de se ver, apesar de achar que a investigação foi mais bem feita em seu remake, Ringu não se perde em momentos chatos, a história consegue fluir e atrair o espectador.

Quando um remake é ruim, geralmente é porque abusou de efeitos especiais e alterou o roteiro original, um ótimo exemplo disso é One Missed Call (Uma Chamada Perdida), se tiver a oportunidade recomendo que veja o original e o remake; quando o diretor pretende fazer um típico filme com sustinhos e efeitos não vale a pena refilmar um terror japonês, que além da ótima história, também apresenta uma excelente direção.

O que falta no terror japonês acredito ser uma atuação mais voltada pra história do que para os próprios personagens, o que é encontrado no cinema ocidental, e como o que as produções hollywoodianas mais necessitam é de boas histórias, elas se fartam nas produções orientais, porém um remake ainda é apenas um remake, uma associação perfeita seria um filme americano com diretor e roteirista japoneses, acho que valeria arriscar, com certeza seria melhor do que assistir remakes arruinando grandes histórias, e grandes histórias perdidas em meio à cenas paradas.



Até a próxima sexta!

Exército do Exterminio (2010)

The Crazies é um remake de "O Exercito do Exterminio" de 1973, de George A. Romero.
O Filme conta a história de uma cidade onde seus habitantes se tornam insanos com desejo de matar depois que um acidente de avião espalha uma arma química no local.
E apesar de ser considerado um thriller de terror, ou um terror/drama, ou um Ação/Drama/Horror/Sci-Fi/Thriller; de terror mesmo ele não tem nada.
Não é porque tem mortes no filme que ele vai ser considerado de terror, ou porque os assassinos parecem um pouco com mortos vivos; lógico que o tema é de um filme de terror, mas o filme não foi feito assim...


O Original (1973)

The Crazies acho que foi o filme que mais esperei este ano, e de não aguentar esperar, fui assistir o original, mas me decepcionei, mesmo no trailer fica claro que não é terror, está mais pra ação, e o filme foi assim mesmo.
O Foco se dá nos militares, logo no começo eles chegam na cidade, explicam o ocorrido e vão tomando controle da situação, o outro lado são os não infectados que resistem à prisão e fogem, as vezes aparece algum infectado e rola uma "briga", o filme é todo assim, tem tiroteios frequentes, muita conversa e um certo drama, sem falar que no original os infectados não viram assassinos doentes, viram apenas malucos agressivos, eu achei bem fraco e não tem nada de terror.
Confira aqui o trailer do original.

O Remake (2010)

O melhor é que não é um "remake" exato, eles só se basearam na história do Romero, tem algumas cenas que lembram o primeiro filme, mas no geral é bem diferente.
A melhor mudança é que o foco agora está nos sobreviventes e nos infectados, o remake possui um certo suspense em várias cenas, não chega a ser aquele suspense que te prende cena a cena, mas é interessante. O gênero do filme permanece o mesmo, continua sendo um Ação/Drama com nada de terror, então se você espera ver um filme de terror, vai se desapontar, mas se gosta de um filme com uma certa Ação, toques de Suspense e Drama constante, veja no cinema, o filme tem ótimos efeitos.

Do primeiro para esse agora, muita coisa melhorou, porém ainda não é o que o filme deveria ser, essa história do Romero daria um grande Terror/Suspense, mas preferem focar na ação e no drama... quem sabe um próximo remake consiga levar o filme para o genero que ele merece estar. Para os que aguardam a estréia de The Crazies no Brasil, já aviso que não é isso tudo o que esperam, acredito que muitos vão se decepcionar, não pensem que o filme é ruim, só não é tudo o que poderia ser, mas vale a pena conferir.

Confira neste link seis clipes, dois comerciais de TV e um making-of em três partes




Até a próxima sexta, com o post sobre filmes de Terror Japones!

Anticristo


Prólogo
Antichrist é provavelmente o filme mais dificil de se descrever, prova disso foram as criticas extremamente contrárias em Cannes, mas hoje em dia uma produção dividir tanto assim seu publico já é motivo para classificá-lo no minimo como intrigante.

Capítulo Um: O Filme
Porém a curiosidade as vezes não supera o medo de ver algo que todos definem como "chocante". Em primeiro lugar, terror psicológico não é para qualquer um, este é um filme para se pensar; Segundo, existem cenas bem fortes, quem não tiver estômago forte nao verá o final do filme; Ou seja, se você for do tipo que gosta de pensar, interpretar simbolismos, analisar as cenas para tirar conclusões e não se preocupa de ver mutilação genital, veja o filme! Mas se não for, também sugiro que veja, Antichrist é uma obra única e mesmo que acabe não gostando, vale a pena tentar assistir.

Capítulo Dois: Simbolismo
Este é o filme mais simbolico que já vi, e por simbólico eu classifico tanto cenas surreais como cenas que nos revelam a historia unicamente através de imagens, como é o caso das diversas cenas de sexo violento tratando a libido como punição/cura, ou nos trechos onde o marido tenta fazer com que sua mulher supere o sentimento de culpa, inclusive o nome do lugar: Floresta Éden. Mais as cenas completamente fora da realidade como a raposa falante que é mostrada comendo sua própria carne ou os corpos de diversas pessoas misturados ao fundo da mata, em meio aos troncos, Tudo isso levando à magnífica cena da mutilação manifestando na realidade todo o terror e drama sofridos no psicológico dos personagens.

Capítulo Três: A Atuação
Para alguns este filme foi um erro na carreira de Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg mas sinceramente, uma boa parte da grandiosidade do filme se dá por causa deles, a relação entre eles, como conseguiram mostrar a essencia de seus personagens em cenas complicadas onde muitos atores fariam de uma forma superficial. Mas o que mais me surpreendeu foi essa conexão entre os dois durante todo o filme, e em especial a Charlotte que achei perfeita em todos os momentos de confusão, raiva e insanidade.

Capitulo Quatro: Lars Von Trier (Chaos Reigns)
Para se ter uma idéia de como é Lars Von Trier só mesmo assistindo a algum de seus filmes, eu que não o conhecia já me tornei fan ao ver Antichrist, e sugiro que vejam os mesmos filmes que já me sugeriram: Dogville e Dançando no Escuro. Durante e antes do filme, Von Trier passava por uma depressão (o que explica porque o filme é assim), porém além de seu estado mental colaborar para suas obras, sua direção é imprescindivel, as cenas, os angulos, o foco, enfim...

Epílogo
A Direção nem preciso comentar, é brilhante! A Fotografia surpreendente, roteiro com uma historia "confusa" (pelo simbolismo) mas com diversas cenas fantásticas que vão além do cinema comum, ótimos atores, filme único. Reparem que nem me atrevi a explicar os simbolismos, melhor mesmo que vejam e tirem suas próprias conclusões, se choque, fique admirado, confuso ou fascinado, e diga você mesmo se Von Trier é um gênio ou um insano.



A Critica foi feita nesse formato "em capitulos" fazendo referencia ao filme que também é dividido assim. Até a próxima Sexta!

O Futuro do Terror no cinema

Após uma briga sangrenta pela coluna de sexta, aqui estou eu para lhes falar sobre filmes de terror, e como hoje em dia terror de verdade está dificil de achar, vou considerar terror os que receberem essa classificação.
Como me surpreendi com a dificuldade em achar algum filme de terror realmente bom e atual, resolvi nesse primeiro post fazer uma análise sobre essa "decadência" do gênero... o que afinal está acontecendo com os filmes de terror? Parece que estão se perdendo no meio de tantos efeitos...

Um exemplo é Grotesque, filme Japonês que foi proibido no Reino Unido inclusive em DVD, devido ao teor de brutalidade e sadismo, é simplesmente um filme com uma historia minima, utilizada simplesmente para criar as cenas mais bizarras de tortura, mesmo que seja legal para alguns amantes do terror cenas com litros de sangue o que torna um filme bom é a historia, é o roteiro, o drama, sem isso não há filme.

Jogos Mortais já é um filme que além das "belissimas" cenas de tortura se tornou um ótimo filme de serial killer (em um futuro post especial sobre Jogos Mortais explicarei melhor o porque de "belissimas"), porém como a ganancia fala mais alto, é muito mais rentável produzir uma sequencia repleta de sangue a cada ano do que pensar em uma historia boa, chegando ao ponto de agora lançarem Jogos Mortais 7 em 3D!
Não que a tecnologia 3D seja ruim para o terror, mas vejamos o caso de Premonição 4 onde até o 3 mantinha uma historia coesa se baseando no primeiro, e agora simplesmente mudou o foco para as cenas de morte. Lógico que é legal ver o sangue espirrando bem em frente da sua cara e levar susto com objetos sendo arremessados na sua direção, porém isso não é Terror.


E agora nossa última salvação, trazendo o mestre do medo: Freddy Krueger, o remake de A Nightmare on Elm Street promete se utilizar dos efeitos para criar um terror de verdade, digno desse assassino (talvez o mais assustador de todos os tempos), porém só nos resta esperar pela sua estreia em 7 de maio, com a esperança de que o Terror ainda tenha um futuro, e não seja consumido pelos efeitos.



Obrigado pelo tempo, na próxima sexta um novo post sobre algum filme de terror, até lá...